Araszkiewicz (2025): precedente como recurso interpretativo

IA e Direito
Método de pesquisa
Como uma metarregra hermenêutica do Supremo Tribunal polonês migra do direito penal para o administrativo, e o que o autor deixou de medir ao usar modelo de linguagem para montar as próprias tabelas.

ARASZKIEWICZ, Michał. Precedent as interpretive resource: a case frame analysis of statutory reasoning. In: MARKOVICH, Réka; DI CARO, Luigi; RAPP, Amon; SCHIFANELLA, Claudio (org.). Legal Knowledge and Information Systems: JURIX 2025. Amsterdam: IOS Press, 2025. p. 2-13. (Frontiers in Artificial Intelligence and Applications, v. 416). DOI: 10.3233/FAIA251572.

Araszkiewicz decompõe a decisão judicial em seis campos discretos, o nome do caso, o dispositivo interpretado, as interpretações concorrentes, os argumentos, a metarregra e a decisão final, e aplica esse esquema a um acórdão penal do Supremo Tribunal polonês e aos trinta e três julgados que o citam. O que ele mostra é a migração de uma metarregra hermenêutica entre ramos do Direito, do penal para o administrativo e para o contencioso de reparação a perseguidos políticos, e a extração de três teses processuais autônomas de uma mesma decisão.

O que me interessa é a unidade de anotação. Um esquema de campos assim é transponível a acórdãos do CARF, em que a controvérsia também recai sobre a interpretação do dispositivo e sobre a hierarquia entre cânones. Interessa também o que o artigo revela sem examinar: todas as tabelas, salvo a primeira, foram geradas com auxílio do ChatGPT-5 e conferidas por advogado, e o autor não informa a taxa de correção, que é justamente o número capaz de tornar o procedimento auditável.

Nota escrita a partir da leitura integral do trabalho, com assistência de modelo de linguagem na redação e revisão do autor.